O caminho para a longevidade de um vinho espumante
A produção de um espumante de qualidade superior é um exercício de antecipação. Ao contrário dos vinhos tranquilos, o «vinho base» não é o produto final, mas sim a base técnica sobre a qual se irá construir a estrutura carbónica e o perfil aromático após a refermentação (2.ª fermentação). A longevidade de um vinho espumante não é uma consequência acidental do tempo, mas sim o resultado de decisões enológicas coerentes, desde a vinha até ao degüelle.
As espectativas do enólogo na vindima são muito altas, no entanto, hoje não só chega que o vinho seja excelente em vindima; também devemos ter em conta o ciclo de vida que vai ter até que seja consumido. Gerir o poder redutor, proteger a fruta, minimizar os efeitos de oxidação, conservar as suas propriedades durante o inverno são uns dos pontos-chave para garantir a sua expressão no consumidor.
Vinhos que fazem sonhar: reflexão para onde a criação de vinho nos leva
Nos anos 50-60, quando se faziam os vinhos sem controlo, por tradição, seguindo os costumes regionais, a inquietude das adegas e produtores era ter a faculdade de oferecer ao consumidor vinhos estáveis em garrafa e que poderiam correr o mundo.
Micro-oxigenação: a respiração do vinho
Em um post anterior constatamos os benefícios da técnica da micro-oxigenação. Em este post apresentaremos os princípios fundamentais e seus fatores limitantes.
O vinho e a madeira possuem uma antiga e estreita relação onde um se complementa com o outro. Ambos são produtos naturais, e as qualidades dependem das circunstâncias da colheita. Cada um terá a sua composição e características e assim há que tratar de buscar a complementaridade entre eles.