O caminho para a longevidade de um vinho espumante
A produção de um espumante de qualidade superior é um exercício de antecipação. Ao contrário dos vinhos tranquilos, o «vinho base» não é o produto final, mas sim a base técnica sobre a qual se irá construir a estrutura carbónica e o perfil aromático após a refermentação (2.ª fermentação). A longevidade de um vinho espumante não é uma consequência acidental do tempo, mas sim o resultado de decisões enológicas coerentes, desde a vinha até ao degüelle.
Proteger a fruta Cabe a nós, enólogos modificar e ou controlar todas as transformações físico-químicas, biológicas e sensoriais durante o estágio do vinho em barrica, dependendo do vinho que queremos comercializar. Para isso quero expressar alguns aspetos fundamentais para uma correta gestão do vinho na barrica.
O estilista é o profissional que te analisa e decide como potenciar as tuas virtudes e dissimular os teus defeitos para que agrades aos outros. A madeira faz o mesmo com a fruta que obtivemos da uva com mimo e carinho. Por isso, a expressão aromática é o primeiro elemento que nos vem à mente quando falamos do amadeirado de vinhos.
Quais são os benefícios da micro-oxigenação?
A oxidação controlada permite uma evolução no perfil dos vinhos. Os seus impactos são múltiplos e afeta os componentes da cor, do aroma e da estrutura em boca dos vinhos.
Quanto tanino necessita o meu vinho?
Todos os enólogos estamos pensando nesta altura na produção dos nossos vinhos. Extrair o melhor das uvas tintas, intensidade da cor, estrutura, fruta… Desejamos vinhos com mais ou menos potência e concentração, e ao mesmo tempo com elegância e fineza.